
Ao contrário do que imaginamos não são os canos dos escapamento dos automóveis os maiores vilões do efeito estufa, 40% dos gases causadores do efeito estufa tem sua origem no Edifício.
Quando afirmamos isso temos que ter em mente todo o processo de construção, os efeitos secundários para aquecimento e resfriamento de um edifício, o processo de manufatura dos materiais que serão utilizados na construção, os materiais residuais da obra, etc.
Para entender a relevância do que estamos falando temos que buscar as informações do LEED-H . O uso e aplicação dos materiais ganham especial relevância quando queremos construir edifícios capazes de emitir menos gases causadores do efeito estufa, temos que analisar a durabilidade dos materiais ao longo do seu ciclo de vida. Devemos observar cuidadosamente de onde é retirada a matéria prima utilizada na construção e toda a sua cadeia de produção se queremos construir um edifício Green.
Dentro da cadeia de desenvolvimento e produção dos edifícios verdes as escolhas dos materiais fazem toda a diferença, ‘environmental footprint’ ou ‘life cycle assessment’ dão as coordenadas para as escolhas certas. Como podemos observar os materiais estão no topo das decisões quando falamos de construção ou demolição, você pode conhecer melhor sobre o assunto em Cradle to Cradle primeiros passos.
O tamanho da residência conta.
Nos dias de hoje tamanho da casa conta; na hora da construção, da manutenção e conservação. O estilo de vida das pessoas também conta.
A racionalização dos espaços deve seguir o programa estabelecido, cabendo ao Arquiteto o papel de “criador” de espaços inteligentes, visando à eficiência dos espaços para o dia a dia dos moradores.
A elegância também se faz presente em pequenos espaços, porque não?
Michelle Kaufmann’s é o sinônimo para pequenos espaços ecologicamente corretos “chic”. A empresa trabalha com espaços modulares pré-fábricados.

Abordando o Assunto (Industrialização da construção)
A industrialização dos processos da construção traz muitos benefícios. A reposição rápida de elementos estruturais danificados, a diminuição de perdas de materiais na construção, manejo e acondicionamento de materiais mais fáceis, para citar alguns dos benefícios. No Brasil a utilização de pré-fabricados em residências é muito incipiente, a resistência da empregabilidade destes recursos é muito grande, talvez pela falta da cultura aplicada aos pré-fabricados e também pela ausência de mão de obra especializada. O fato é que existe uma redução considerável na montagem e gastos com mão de obra.
O NRDC, criou um manual sobre o uso eficiente da madeira na construção residencial. Basicamente cobre a padronização do uso de chapas de madeira que diminuem em 11%-19% a utilização da madeira, melhor ainda, elimina o uso de molduras de Madeira substituídas por componentes (painéis e tesouras) mais eficientes, duráveis e flexíveis.

A matéria prima utilizada nestes painéis é colhida de árvores plantadas segundo as práticas da sustentabilidade. Os painéis são tipo sanduíches de EPS (poliestireno expandido) formados por isolamento de espuma rígida em seu núcleo, o que significa maior conforto térmico, maior conforto acústico, maior eficiência no uso da energias e são recicláveis. SIPS (structurally insulated panels).

A Terceira dica é estude o terreno e seu entorno:
O estudo geológico do terreno , é a recomendação usual. Logicamente você estando na Califórnia não vai querer importar Bambus da China certo? Bom senso aqui é a palavra. Sites especializados vão ajudar você nesta empreitada para especificar materiais ecologicamente corretos, sites como LEED-H, Built it Green or Healthy Building Network’s long list of Key Questions for Environmentally Preferable Building Material Selection.
Durabilidade, resistência.
O terreno determinará o programa do projeto, insolação, ventilação e relevo. Os potenciais desafios para a elaboração do projeto devem ser analisados na fase preliminar de projeto.
O olhar do Arquiteto deve estar atento aos recursos naturais da região, mas atenção na hora da especificação dos materiais, o ciclo de vida bem como o manejo dos mesmos devem estar de acordo com os princípios da sustentabilidade, evitando o uso indiscriminado e o
O termo sustentabilidade vem sendo utilizado por Marketeiros para vender seus produtos. A empresa que adere a sustentabilidade envolve a autodireção, a comunidade com a qual se relaciona praticando a responsabilidade social. A regra básica é buscar pelo selo de certificação, tipo LEED, FSC e EnergyStar. O artigo “The Label Game” escrito por Bill Wash vai fundo neste tema.
Para você se acostumar com os selos de certificação veja abaixo alguns:
Estes são selos organizados por instituições:

Estes são selos independentes:

Estes são selos organizados pelas indústrias:

O Brasil tem sido por muitos e muitos anos uma espécie de “shopping ao céu aberto” para madeireiros inescrupulosos e importadores mais inescrupulosos ainda, reportagem diária trata da exploração irregular da madeira de lei nas Matas Virgens, principalmente da Amazônia. Modismos tem orientados Designers e Arquitetos na especificação destas madeiras em seus projetos, para colocar um ponto final neste assunto verifique o certificado de procedência FSC EarthSource Forest Products.

Gerenciamento de desperdício.

Durante a demolição ou renovação você precisa estar consciente do que esta jogando fora. Na cidade de São Paulo o uso das “caçambas de aluguel” para remoção de entulho é regulado pela Prefeitura, confira se o fornecedor do serviço está regularmente inscrito, exija documentação e não se esqueça você é o responsável por qualquer acidente envolvendo a “caçamba”, o que temos visto é o posicionamento das caçambas em locais que atrapalham o transito, impedindo a visibilidade e o trânsito de pedestres e veículos.
O manejo do material oriundo da demolição deve ser feito no canteiro da obra, a separação do que será reutilizado irá diminuir o volume do material que será lixo.
Algumas cidades possuem programas específicos de reaproveitamento de materiais e do lixo orgânico procure se informar com a administração de sua cidade.
Nas próximas eleições, sem dúvida o controle ambiental estará no topo das discussões, cobre dos seus candidatos programas objetivos e exeqüíveis sobre gestão ambiental e sustentabilidade.






